Alimentação para a prevenção do Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Os dados de 2018 são assustadores: o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estima cerca de 60 mil novos casos de câncer no Brasil só neste ano.

Por isso o Outubro Rosa, criado especialmente para lembrar da importância da realização dos exames preventivos incluindo ultrassonografia, mamografia e o autoexame mensal, torna-se tão importante e essencial. O autoexame deve ser realizado na semana seguinte ao término do período menstrual, realizando a palpação da mama em pé e deitada, sendo possível, assim, observar possíveis sinais de alerta, como:

  • Nódulos na mama;
  • Secreções de líquido pelo mamilo;
  • Alteração no tamanho da mama;
  • Afundamento do mamilo;
  • Modificações na textura da pele da mama (aspecto de casca de laranja);
  • Inchaço ou nódulo nas axilas.

Ainda que o autoexame seja muito eficaz, pois cerca de 80% dos casos de câncer de mama são descobertos pela própria paciente por meio do autoexame, é extremamente importante a realização da mamografia periódica, principalmente após os 40 anos.

É importante salientar que em alguns casos de câncer de mama não há presença de nódulos, tornando assim muito difícil detectá-los apenas com a realização do autoexame. A mamografia realiza um estudo das mamas mais abrangente, o que possibilita a detecção mais eficaz de qualquer possível alteração do tecido mamário.

A ingestão alimentar inadequada, rica em alimentos ultra processados, enlatados, embutidos, como salsicha, salame, presunto, mortadela defumada, alimentos congelados, prontos para o consumo, aumentam a incidência de câncer em mais de 20%, sendo o segundo fator causador de câncer que pode ser prevenido. Manter a alimentação adequada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e leguminosas, pode prevenir de 3 a 4 milhões de novos casos de câncer no mundo.

Estudos apontam que um grupo especifico de vegetais, da família das brássicas tem ação especifica sobre o tecido mamário. Mas o que seriam as brássicas? Fazem parte desse grupo brócolis, couve-flor, couve manteiga, rabanete, nabo, repolho, entre outros. O que esses vegetais possuem em especial são compostos bioativos. O mais estudado é o sulforano, que possui efeito antiproliferativo e apoptótico, auxiliando na redução e proliferação de células cancerígenas.

Em uma análise realizada com mulheres no período de menopausa (período de maior incidência da doença) que apresentavam histórico de câncer de mama, observou-se redução nos marcadores de estresse oxidativo, que estão associados ao desenvolvimento do câncer.

Portanto, o consumo de brássica pode ser uma importante estratégia para reduzir o risco de câncer de mama, sendo este o segundo tipo mais comum da doença.

A alimentação e nutrição adequadas também são fundamentais para o período de tratamento e após. O cuidado com a alimentação, prática da atividade física e manutenção do peso adequado são essenciais para recuperar a saúde, prevenir o retorno da doença e o desenvolvimento de outros tipos de câncer.

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